COLUNA: Greenwald e sua saga desonesta contra Moro

POR CARLOS JÚNIOR

Depois de tanto tempo, voltamos a falar do militante travestido de jornalista Glenn Greenwald.

O pateta esquerdista – o mesmo responsável por vender na mídia americana a tese do “golpe” quando falava do impeachment de Dilma Roussef e por acusar o presidente Bolsonaro de estar envolvido na morte da ex-vereadora do Rio Marielle Franco – atacou novamente. E da mesma forma sórdida de outrora.

A força-tarefa da operação Lava Jato foi alvo de vazamentos ilegais no fim de semana. Segundo a nota do MPF, os membros da Lava Jato “foram vítimas de ação criminosa de um hacker que praticou os mais graves ataques à atividade do Ministério Público, à vida privada e à segurança de seus integrantes”.

O referido vazamento contém uma suposta troca de mensagens entre o ministro da Justiça, Sérgio Moro, e o procurador Deltan Dallagnol, que trabalha na operação.

É preciso analisar os fatos e as narrativas construídas a partir dos mesmos para não cometer nenhum tipo de erro ou alimentar especulações mentirosas. E claro, também se faz necessário mostrar o quanto Glenn Greenwald é exatamente aquilo que ele acusa o ministro Moro de ser: alguém que faz seu trabalho de forma parcial e suspeita.

Em nota, o The Intercept Brasil tenta explicar o motivo de ter publicado as informações vazadas usando e abusando de justificativas irreais e mentirosas. Vamos lá.

A nota começa com o The Intercept dizendo que publicou ‘’(as) três reportagens explosivas mostrando discussões internas e atitudes altamente controversas, politizadas e legalmente duvidosas da força-tarefa da Lava Jato […]’’. É aquela mesma verborragia de contestar as decisões de Sérgio Moro quando esse era juiz de primeira Instância e cuidava dos processos Lava Jato. Se assim o fosse, suas decisões não seriam confirmadas por instâncias superiores – a condenação do ex-presidente Lula foi confirmada pelo TRF-4 (órgão de segunda instância) e o mesmo teve seu habeas corpus negado pelo STF. Mais: foi mesmo Sérgio Moro que condenou Eduardo Cunha, o ex-presidente da Câmara e inimigo número um do PT por ter aceito o processo de impeachment de Dilma Rousseff.

O fato de Lula ter sido condenado pela Lava Jato e o seu projeto criminoso de poder ter sido barrado pela Justiça parece ter deixado Glenn Greenwald indignado. A nota de seu site fala que ‘’[…] a Lava Jato foi a saga investigativa que levou à prisão o ex-presidente Lula no último ano. Uma vez sentenciado por Sergio Moro, sua condenação foi rapidamente confirmada em segunda instância, o tornando inelegível no momento em que todas as pesquisas mostravam que Lula – que terminou o segundo mandato, em 2010, com 87% de aprovação – liderava a corrida eleitoral de 2018’’.

Mais adiante, a nota consta que ‘’as reportagens de hoje mostram, entre outros elementos, que os procuradores da Lava Jato falavam abertamente sobre seu desejo de impedir a vitória eleitoral do PT e tomaram atitudes para atingir esse objetivo; e que o juiz Sergio Moro colaborou de forma secreta e antiética com os procuradores da operação para ajudar a montar a acusação contra Lula.’’

Percebam que a derrota do PT nas eleições de 2018 é sempre ligada exclusivamente à condenação de Lula, e supracitada na nota. Greenwald não cita de forma proposital que Lula tinha 62% de rejeição quando foi condenado – percentual que seria suficiente para impedir uma possível vitória. O PT já estava num processo de desgaste contínuo desde antes da Lava Jato, essa última serviu apenas para mostrar as falcatruas petistas e potencializaram um processo já em andamento. Ou o Mensalão não serviu de nenhum sinal da falta de ética petista?

É sempre bom ressaltar: Greenwald é companheiro de um deputado do PSOL, David Miranda, partido da oposição ao governo Bolsonaro. Não é a primeira vez que ele lança acusações infundadas contra o governo com o objetivo de tumultuar o mesmo.

O conteúdo revelado pelo seu jornal nada tem de comprometedor contra o ministro Moro. Isso parece ser óbvio. Na ânsia de difamar Bolsonaro e seus ministros, vale tudo. Qualquer um que tenha estudado a mentalidade revolucionária sabe que para a mesma os fins justificam os meios. A mentira, o roubo e chantagem serão utilizados para os objetivos da revolução? Não importa, o que vale é o fim máximo.

Mentir para prejudicar Bolsonaro é totalmente justificável para inescrupulosos desonestos como Glenn Greenwald. Derrubar um governo eleito democraticamente e que incomoda a velha política, a grande mídia e o establishment inteiro é o grande objetivo da vez. A vítima de hoje foi Moro.