Após prisão de Richa, oposição sonha com volta de Osmar Dias à disputa pelo governo

Bem Paraná

Depois da prisão do ex-governador Beto Richa (PSDB) pelo Gaeco na operação “Rádio Patrulha” que investiga desvio de recursos e lavagem de dinheiro em obras de estradas rurais, líderanças de oposição passaram a sonhar com uma reviravolta total nas eleições deste ano no Paraná: a volta do ex-senador Osmar Dias (PDT) à disputa pelo governo do Estado.

O raciocínio é que como os dois líderes das pesquisas*, Ratinho Júnior (PSD) e Cida Borghetti (PP) estão “umbilicalmente” ligados a Richa e seu governo, apesar de tentarem agora se desvencilharem do tucano, Osmar – como candidato de oposição, teria todas as condições de vencer a eleição. Afinal, por mais que se esforcem a se distanciar do ex-governador, Cida foi vice dele, assumiu o cargo após a renúncia de Richa – que é candidato ao Senado em sua chapa. Ratinho Jr foi um dos principais secretários do governo Richa, deixando o cargo em setembro de 2017 para disputar a sucessão do tucano.

Para provocar essa verdadeira “revolução” em uma eleição até agora morna, bastaria um acordo com o MDB do senador e candidato à reeleição Roberto Requião para que o deputado federal e candidato do partido, João Arruda, abrisse mão da cabeça de chapa em favor de Osmar, tornando-se o vice do pedetista.

Alguns vão mais longe, e especulam ainda a possibilidade de que o ex-deputado federal Nelton Friedrich (PDT) renunciasse à vaga de segundo candidato da coligação ao Senado em favor do ex-prefeito de Curitiba e candidato a deputado federal Gustavo Fruet (PDT) para completar um cenário em que os grupos políticos de Richa, Ratinho Jr e Cida Borghetti/Ricardo Barros passariam de favoritos a sérios candidatos a uma derrota em uma virada histórica da política paranaense só comparável à eleição dos 12 dias de Jaime Lerner para a prefeitura de Curitiba em 1988. Como “cereja do bolo”, Requião ainda devolveria a derrota sofrida por Lerner aos herdeiros do grupo do ex-prefeito/governador naquela ocasião.

Teoricamente, a manobra seria perfeitamente possível, lembram deputados de oposição. Por lei, os partidos e coligações têm até o próximo dia 17 para substituir candidatos. A questão seria apenas convencer Requião e Osmar a deixarem de lado eventuais projetos e vaidades pessoais em favor de um projeto concreto de poder, dizem aliados de ambos.

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