Desembargador nega habeas corpus a casal Richa

Folha de Londrina

Curitiba – A defesa do casal Richa entrou com pedido de habeas corpus, em razão de um “suposto constrangimento ilegal”, que foi negado pelo desembargador Laerte Ferreira Gomes, do Tribunal de Justiça, no início desta quarta-feira à noite (12). As duas prisões, realizadas no âmbito da Operação Radiopatrulha, são temporárias, isto é, válidas por cinco dias. Nos despachos, o desembargador Laertes Ferreira Gomes, da 2ª Câmara Criminal do TJ (Tribunal de Justiça), deixou de apreciar o pedido de soltura e determinou que fossem prestadas informações detalhadas pela autoridade coatora, notadamente quanto à situação processual dos pacientes, no prazo máximo de 48 horas.

O ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB) e sua esposa, a ex-secretária de Estado da Família e Desenvolvimento Social Fernanda Richa (PSDB), passaram a noite de terça-feira (11) na sede do Regimento da Polícia Montada, no bairro Tarumã, em Curitiba. Presos pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), braço do MP (Ministério Público), na manhã de terça eles chegaram a ser levados ao Complexo Médico Penal de Pinhais, na região metropolitana, entretanto, foram transferidos por volta das 20h30.

Procurada pela FOLHA na tarde de quarta-feira (12), a defesa do casal informou que ainda aguardava a decisão do TJ. Até o fechamento desta edição, Beto e Fernanda Richa seguiam detidos na unidade do Tarumã, chamada popularmente de Cavalaria da PM. Os demais presos na Rádio Patrulha, incluindo o ex-secretário de Infraestrutura Pepe Richa, irmão de Beto, estavam no Complexo Médico. A carceragem em Pinhais é conhecida por abrigar presos da Lava Jato, como o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha e o ex-tesoureiro do PT João Vaccari.

A investigação do Gaeco apura fraudes e pagamentos de propina a agentes políticos por intermédio do Programa Patrulha Rural, executado durante a primeira gestão do tucano.

SERENIDADE

Em mensagem encaminhada pela sua equipe jurídica, o ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB) afirma que enfrenta com serenidade e confiança as acusações relativas à Operação Rádio Patrulha.

“Mas devo dizer que eu e minha família estamos sofrendo muito com o julgamento antecipado que nos está sendo imposto. Sou um homem público há mais de duas décadas, com a mesma honradez. Tenho a consciência em paz e sei que, no devido tempo, a verdade sempre se impõe. Garanto a você, que me conhece e para quem exerço com responsabilidade a vocação que Deus me deu: nada devo e sigo confiando na justiça”, disse o tucano.

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