‘Ratinho Jr é o verdadeiro candidato de Richa’, diz João Arruda, candidato ao governo

“O famoso leitão vesgo que mama em uma teta olhando para outra”. 

O candidato do MDB ao governo do Estado, deputado federal João Arruda, aproveitou a sabatina PUCPR/Bem Paraná para acusar o deputado estadual Ratinho Júnior (PSD) de ser “o verdadeiro” candidato do ex-governador Beto Richa (PSDB), preso na operação “Rádio Patrulha”, que investiga fraudes em licitações para obras de escolas. Ao mesmo tempo, negou relação política com seu sogro, o empresário Joel Malucelli, que também teve a prisão decretada pela Justiça na mesma operação.
Arruda negou ainda que seu tio, o senador e candidato à reeleição, Roberto Requião (MDB), terá influência determinante em sua administração, caso eleito, apesar de admitir a intenção de ouvi-lo e de aproveitar programas dos governos anteriores do emedebista. Confira abaixo alguns dos principais trechos da sabatina.
Joel Malucelli
“Não tenho nenhuma relação empresarial com meu sogro (Joel Malucelli). Eu, como genro, tenho que acreditar que ele vai provar sua inocência. E dar apoio à minha mulher nesse momento difícil. Em relação a envolver empresas familiares da minha mulher, isso não tem a menor possibilidade. Era natural sim que nós tivéssemos a expectativa de que o Beto Richa ia acabar na cadeia. Meu sogro era do PSD do Ratinho Jr, do (Eduardo) Sciarra. Ele apoiou o Beto Richa. Meu sogro não era governador do Estado e eu não era secretário dele. A relação é pessoal”.
Requião
“Eu tenho uma relação de pai e filho com ele. Mas ele me ensinou a ser independente. Nós discordamos em vários pontos. Mas acho que posso aproveitar muitas ideias, mas sou eu que vou governar. O Requião é um político independente, eu também. Eu acho que ele admira essa independência, autonomia. Eu vou aproveitar muita coisa boa dos governos do MDB. Mas a decisão sempre será minha”.
Professores
“É preciso de metas, planos de cargos e salários. É evidente que a gente não vai conseguir cumprir isso em um primeiro momento. Como ele trabalha motivado hoje se ele é agredido em frente à Assembleia?”.
Acidente
“Algo que me incomoda muito. Há quase vinte anos sofri um acidente com vítimas. Eu nunca vou superar isso. Acho que as famílias também não. Acho que fui condenado injustamente muito pela exploração política dos nossos adversários. Tive que cumprir serviço comunitário. Não é um assunto para se brincar ou fazer provocação”.
Diferenças
“Completamente diferente (do governo Requião) até porque os desafios são outros. A realidade hoje é outra. O Paraná está completamente quebrado. Mas programas sociais que nós tivemos no governo Requião com certeza serão valorizados também. Mas vamos fazer muita coisa diferente. Não importa o nome do programa. Importa o benefício que a gente está levando para a comunidade”.
Teto de gastos
“Fui o único membro da Executiva Nacional que contestou a PEC do Teto de Gastos. Fui voto vencido e cumpri uma determinação do partido.  Precisamos aumentar a arrecadação. É possível revogar (o congelamento dos salários dos servidores)”.
Famílias
“A renovação (da política) se dá através das práticas, da maneira com que você exerce o seu mandato. A família Ratinho, por exemplo, governou com a família Richa. Mas não acho que esse seja o maior problema. Está na forma de administrar. Na corrupção nas obras de escolas públicas. Na relação com os servidores públicos. Na perseguição aos prefeitos. Para entrar no Palácio tinha que assinar a ficha de filiação do partido do governador. Tinha que assumir um compromisso com a candidatura do Ratinho Jr. Não quero que o meu governo seja de um grupo só. Isso sim é atrasado”.
Ratinho Jr
“Existe um aliança do Richa, que lançou dois candidatos, com a vice-governadora. Mas entendo que foi um acordo branco. Ele (Ratinho) é o verdadeiro candidato do Beto Richa. Ele esteve à frente da secretaria mais poderosa. Todos os convênios passaram pela Secretaria do Desenvolvimento Urbano. Eu disse para o Ratinho Jr, quer ser governador, não seja secretário do Beto Richa. É um governo corrupto. Mas não, ele acha que ele é malandro. O famoso leitão vesgo que mama em uma teta olhando para outro”.
Carne Fraca
“Eu não sei a razão pela qual ele (Daniel Gonçalves, ex-superintendente do Ministério da Agricultura no Paraná, preso na operação Carne Fraca) me citou (na delação). Eu fui a única pessoa para retirar a assinatura do apoiamento para que ele assumisse o cargo. Eu pedi a retirada um ano antes dele ser preso. Eu fui o único parlamentar citado por ele. Não tem nenhuma contra mim. Quero fazer acareação com ele. Quero provar que isso é um absurdo. Ele provavelmente fez isso para fazer a delação. Até porque ele era superintendente do ministério muito antes de eu ser deputado federal”.
Osmar Dias
“Jamais (renunciaria em favor de Osmar). Eu sou candidato a governador. Me preparei para ser candidato a deputado federal. Mas diante do quadro que se apresentou de candidatos me sinto mais seguro e preparado para governar. Osmar não quis ser candidato. Eu não vou falar nada. Gosto do Osmar. É fofoca. Especulação da imprensa”.
Temer
“Não existe rejeição da investigação. Rejeitamos a possibilidade de afastamento do presidente porque tinhamos um prazo pequeno para a eleição. Se ele saísse, o Rodrigo Maia assumiria. Ele também seria investigado. Teríamos um presidente por semana. Pela governabilidade é que nós empurramos essa investigação para o início do ano que vem. Ele vai ser investigado e se for provado que for culpado, nós daremos todo apoio para que cumpra pena”.
Dilma
“Não tem diferença nenhuma. O argumento é o mesmo. Governabilidade. A presidente Dilma não tinha nem 100 parlamentares para dar sustentação ao seu mandato. No ano que vem nós teremos um novo presidente da República. Sem apoio do Legislativo não se exerce o mandato no Executivo”.

(Bem Paraná)

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