Bolsonaro define pelo menos 15 ministérios

A equipe do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), definiu que o número de ministérios deve ficar entre 15 e 17 no próximo governo. Para enxugar a estrutura atual de 29 pastas, Bolsonaro anunciou fusões em todos os setores.

Rio – A equipe do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) avaliou fusões em ministérios que podem chegar de 15 a 17 pastas. Atualmente, há 29 ministérios. Além do superministério de Economia, que englobará Fazenda, Planejamento e Indústria, Comércio Exterior e o da Agricultura, que juntará com o do Meio Ambiente, a Casa Civil também deverá se juntar à Secretaria de Governo, que será comandada pelo deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS).

Presidente eleito Jair Bolsonaro elegeu a economia e a infraestrutura como áreas mais sensíveis para a transição até janeiro.

Ciência e Tecnologia, que terá como ministro o astronauta Marcos Pontes, será unido ao Ensino Superior. Também haverá a fusão do ministério da Infraestrutura com o de Transportes. Já o de Desenvolvimento Social unirá os Direitos Humanos e cogita-se uma mulher ligada a movimentos sociais para ocupar o cargo. Haverá ainda a fusão do ministério da Justiça com o da Segurança Pública, para onde se cogita o juiz federal Sérgio Moro (leia mais nesta página).

Há uma dúvida em relação ao Ministério da Integração Nacional, se deverá juntar o das Cidades e de Turismo. Permanecerão separados os ministérios da Defesa, Trabalho, Minas e Energia, Relações Exteriores, Saúde e o Gabinete de Segurança Institucional.

TRANSIÇÃO

Os primeiros integrantes da equipe de transição governamental são das áreas consideradas mais “sensíveis” pelo presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL): economia e infraestrutura. A informação foi dada pelo deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), oficializado nesta quarta-feira (31) como coordenador do grupo e futuro ministro da Casa Civil. Ele entregou uma lista ao ministro Eliseu Padilha (Casa Civil), no Palácio do Planalto, com a relação das 22 pessoas que farão parte da equipe de Bolsonaro até o início do ano que vem.

“Há uma primeira lista de 22 nomes que foram apresentados hoje (quarta), eles estão mais concentrados na área econômica por conta, evidentemente, das informações que a equipe do Ministério de Economia, liderada por Paulo Guedes, deve receber para fazer a preparação. Outra área sensível é área de infraestrutura, que já avançou, mas precisa avançar mais. Essas são as duas áreas que concentram maior número de técnicos”, anunciou.

Após reunião, em coletiva de imprensa, Lorenzoni não informou quais foram os nomes escolhidos e disse que as informações serão divulgadas no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta. A Casa Civil também não divulgou os nomes após questionamentos de jornalistas. Os indicados ainda precisam passar por uma avaliação da Subchefia para Assuntos Jurídicos (SAJ) para verificar se apresentam algum tipo de impedimento para assumir cargo público.

O presidente eleito ainda tem direito a indicar até outros 28 nomes para compor a equipe de transição. Segundo Lorenzoni, isso vai acontecer de acordo com a necessidade e conforme os demais ministros do futuro governo forem anunciados por Bolsonaro. Segundo o coordenador da transição, o presidente eleito virá na próxima semana para um encontro com o presidente Michel Temer e para iniciar “formalmente” a transição entre os dois.

Constança Rezende/Agência Estado

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