Apucarana: Grávida de 15 anos é espancada pela própria mãe e polícia descobre ponto de tráfico de drogas

Apucarana: Grávida de 15 anos é espancada pela própria mãe e polícia descobre ponto de tráfico de drogas

Adolescente foi agredida após revelar a gravidez, fugiu para a casa da avó e sofreu novas agressões. Três homens foram presos após a Polícia Militar encontrar crack, cocaína e materiais utilizados no tráfico.

Um caso revoltante de violência familiar contra uma adolescente grávida de apenas 15 anos terminou com a descoberta de um ponto de comercialização de drogas e a prisão de três homens em Apucarana, no norte do Paraná.

A jovem e a própria avó, de 67 anos, foram vítimas de agressões e ameaças de morte. A ocorrência teve início na quinta-feira (15), mas ganhou novos desdobramentos no domingo (18), quando a Polícia Militar e o Conselho Tutelar foram acionados para verificar a situação de outra criança que permanecia no imóvel onde as agressões começaram.

MÃE TERIA ESPANCADO A FILHA APÓS DESCOBRIR A GRAVIDEZ

De acordo com informações publicadas pelo TNOnline e pelo Blog do Berimbau, as agressões começaram na quinta-feira (15), quando a adolescente contou à mãe, de 36 anos, que estava grávida.

Segundo a denúncia, a mulher teria perdido o controle e atacado a própria filha enquanto ela tomava banho, utilizando um cabo de carregador de celular. A jovem relatou que também recebeu chutes e joelhadas, além de ter a cabeça batida contra a parede.

A violência não parou por aí. Conforme o relato, a mãe ainda teria chamado três homens que moravam na residência para humilhar a adolescente, expondo-a nua diante deles.

ADOLESCENTE FOGE PARA CASA DA AVÓ, MAS AS AGRESSÕES CONTINUAM

Na sexta-feira (16), a jovem procurou abrigo na residência da avó, de 67 anos, no bairro Solo Sagrado.

Entretanto, segundo a denúncia, a mãe apareceu no imóvel acompanhada dos mesmos três homens. O grupo teria invadido a casa e agredido tanto a adolescente quanto a idosa, com tapas e chutes.

Antes de deixar o local, os envolvidos ainda teriam ameaçado matar as duas caso procurassem a polícia.

Com fortes dores nas costelas e preocupada com a gestação, a adolescente procurou atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no domingo (18). Devido à gravidez e às agressões relatadas, permaneceu em observação médica.

POLÍCIA ENCONTRA CRACK, COCAÍNA E MATERIAL UTILIZADO NO TRÁFICO

Durante o atendimento, a adolescente revelou que sua irmã, uma criança de apenas 9 anos, continuava vivendo com a mãe em uma residência onde, segundo ela, existia intensa movimentação relacionada ao tráfico de drogas.

Diante da gravidade das informações, o Conselho Tutelar foi acionado e solicitou apoio da Polícia Militar.

Por volta das 14h10 de domingo, três equipes policiais acompanharam uma conselheira tutelar até o endereço.

Durante a aproximação, um rapaz de 22 anos teria tentado escapar por uma janela dos fundos carregando uma bolsa azul, mas retornou ao imóvel ao perceber a presença policial.

Na ação, os militares abordaram três homens, de 20, 22 e 23 anos, e localizaram entorpecentes e materiais relacionados ao comércio de drogas.

Entre os objetos apreendidos estavam:

– 27 pedras de crack;

– 22 pinos de cocaína;

– Aproximadamente 100 tubos vazios utilizados para acondicionar drogas;

– Uma balança de precisão;

– R$ 119 em dinheiro;

– Quatro aparelhos celulares e 11 películas de vidro.

As quantidades foram detalhadas na reportagem do Blog do Berimbau, com base nas informações da ocorrência policial.

TRÊS HOMENS ACABAM PRESOS EM FLAGRANTE

Diante dos materiais encontrados, os três suspeitos receberam voz de prisão por tráfico de drogas e foram encaminhados à 17ª Subdivisão Policial (SDP) de Apucarana.

Segundo as informações divulgadas, um dos detidos, de 23 anos, assumiu na delegacia ser o proprietário dos entorpecentes encontrados em uma caixa e dos aparelhos celulares apreendidos.

Outro ponto que chamou a atenção foi a situação da criança de 9 anos. Apesar das denúncias de violência e da descoberta das drogas, o Conselho Tutelar avaliou o caso e decidiu que a menina permaneceria, naquele momento, sob os cuidados da mãe.

As denúncias de agressão contra a adolescente grávida e sua avó também foram encaminhadas para investigação da Polícia Civil. Não há confirmação de prisão da mãe pelas agressões até as informações consultadas.

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