



Discussão por buzina termina em morte de pai e filho no norte do paraná
Pai e filho foram mortos a tiros por vizinho que se apresentou como policial militar de São Paulo; caso é tratado como legítima defesa e segue sob investigação.
Pai e filho, identificados como João Carlos Siqueira e Leonardo Monteiro, foram mortos a tiros durante uma discussão com um vizinho na cidade de Abatiá, no Norte do Paraná. O crime ocorreu após um desentendimento envolvendo o barulho da buzina de uma caminhonete. O autor dos disparos se apresentou às autoridades como policial militar do Estado de São Paulo.
De acordo com informações da Polícia Militar do Paraná (PM-PR), a confusão começou na quarta-feira (17), quando Leonardo acionou a buzina de sua caminhonete, descrita como semelhante à de caminhão, o que teria incomodado moradores da região. Durante a discussão, o vizinho alegou que quase foi atropelado enquanto estava na calçada.

Ainda conforme o boletim de ocorrência, após o desentendimento, Leonardo deixou o local acelerando o veículo, “cantando pneus” e soltando fumaça. Em seguida, segundo o relato do suspeito, o jovem teria retornado ao endereço afirmando que também possuía uma arma.
Após a saída de Leonardo, João Carlos, pai do rapaz, foi até a residência do vizinho com a intenção de conversar. No entanto, a situação evoluiu para uma luta corporal quando Leonardo também se aproximou. O vizinho afirmou que efetuou os disparos ao alegar que pai e filho tentaram desarmá-lo.
A Polícia Militar foi acionada após o suspeito denunciar que estaria sendo ameaçado por Leonardo. Ao chegar ao local, os policiais encontraram pai e filho já sem vida, caídos na calçada.
Durante a averiguação, a PM localizou uma pistola com munições dentro da caminhonete das vítimas, que foi apreendida. A arma utilizada pelo vizinho no duplo homicídio também foi recolhida.
A delegada Keyane Frizon informou que, em depoimento prestado na Delegacia da Polícia Civil, o homem apresentou a versão de legítima defesa. O caso segue em investigação para apuração completa dos fatos.
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo foi procurada para se manifestar sobre o envolvimento do policial, mas não houve retorno até o fechamento da ocorrência. A Polícia Civil também apura se o suspeito permanece preso.
A defesa da família das vítimas, representada pelo advogado Everton Luiz, afirmou que ainda não teve acesso aos autos do processo e que buscará a responsabilização criminal pelos fatos. Segundo ele, a família está abalada e aguarda o andamento das investigações para adoção das medidas legais cabíveis.




