Filha é presa após suposto plano para matar os próprios pais e caso termina em série de execuções

Filha é presa após suposto plano para matar os próprios pais e caso termina em série de execuções

Investigação aponta trama familiar com homicídios encadeados, “queima de arquivo” e confronto policial; ao menos três mortes estão ligadas.

Uma sequência de crimes brutais está sendo investigada pela Polícia Civil na cidade de Anastácio, em um caso que envolve traição familiar, assassinatos e suspeita de “queima de arquivo”.

Uma mulher de 26 anos foi presa sob suspeita de mandar matar os próprios pais e ainda ter participação indireta em outra morte ligada ao crime.

As vítimas foram identificadas como Maria Clair Luzini, de 46 anos, e Vilson Fernandes Cabral, de 50, assassinados dentro da própria residência, no bairro Vila Juí. Os corpos foram encontrados dois dias depois, já em avançado estado, com sinais evidentes de violência.

O homem estava caído entre a cozinha e a sala, com ferimentos nas costas. Já a mulher apresentava lesões nos braços e perfurações no tórax. Inicialmente, a hipótese levantada era de feminicídio seguido de suicídio, mas a perícia descartou essa possibilidade, confirmando que ambos foram executados.

Paralelamente, outro homicídio registrado na cidade passou a chamar a atenção dos investigadores. Um homem de 24 anos foi morto a facadas na sexta-feira. Segundo a polícia, ele teria ido cobrar pelo assassinato do casal — e acabou sendo morto.

A partir desse ponto, as investigações começaram a se conectar. A Polícia Civil identificou vínculos entre os envolvidos e chegou até a filha das vítimas. No início, a suspeita apresentou versões contraditórias, mas acabou confessando participação no crime.

De acordo com as autoridades, ela teria contratado dois homens, de 27 e 24 anos, para executar o pai. Agora, a polícia trabalha para esclarecer se a mãe também era alvo direto da ação criminosa.

A sequência de mortes, no entanto, não parou. O executor de 24 anos foi assassinado a facadas, enquanto o segundo envolvido, de 27 anos, morreu durante confronto com a Polícia Militar na madrugada de terça-feira, após reagir a uma abordagem.

Outro personagem central no caso segue foragido: o companheiro da suspeita, considerado peça-chave nas investigações. A polícia acredita que ele possa ter participação direta na morte do executor, reforçando a linha de “queima de arquivo”.

Mesmo com prisões e mortes já registradas, a motivação do crime ainda não está totalmente esclarecida. A suspeita possui antecedentes por furto qualificado e tráfico de drogas, fatores que também estão sendo analisados pela polícia.

Para os investigadores, os homicídios fazem parte de uma mesma cadeia criminosa, marcada por planejamento, execução e tentativa de eliminar testemunhas.

O caso segue sob investigação e é tratado como um dos mais complexos e chocantes já registrados recentemente na região.