



Neta manda matar a própria avó por discordar de seu namoro com o comparsa no crime
Um crime brutal chocou a cidade de Santo Antônio da Platina, no Norte Pioneiro do estado.
Uma jovem de 20 anos e o ex-namorado dela, de 18, foram presos nesta segunda-feira, suspeitos de assassinar a própria avó da garota, Luciana Oliveira, de 54 anos.
O crime aconteceu na última sexta-feira, dia 3 de abril, e, segundo as investigações, teria sido encomendado pela própria neta, motivado pela desaprovação da vítima em relação ao relacionamento dos dois.

De acordo com o delegado Amir Salmen, a avó considerava o rapaz uma má companhia, o que gerava constantes discussões familiares.
Durante os depoimentos, os dois suspeitos confessaram o crime.
A investigação aponta que o assassinato foi friamente planejado. A própria neta admitiu ter deixado o portão da residência destrancado para facilitar a entrada do ex-namorado durante a noite.
A vítima foi surpreendida dentro de casa e sofreu um ataque extremamente violento.
Segundo a polícia, o agressor utilizou um martelo para golpear a cabeça da avó. Como ela ainda resistia, ele tentou esganá-la e, na sequência, utilizou uma faca para continuar as agressões.
Durante o crime, uma cena ainda mais chocante: um neto da vítima, de apenas 10 anos, tentou defender a avó usando uma faca de cozinha, mas foi impedido pelo agressor. A criança não sofreu ferimentos graves.
Após o assassinato, o suspeito fugiu do local.
A Polícia Civil conseguiu identificar e prender o autor com o auxílio de imagens de câmeras de segurança.
E durante a investigação, veio à tona uma revelação ainda mais surpreendente: o rapaz confessou ter assassinado o próprio pai em Curitiba, quando tinha apenas 15 anos. Desde então, ele era considerado foragido da Justiça e vivia escondido na região.
As investigações também indicam que o plano do casal incluía a morte do companheiro da avó, que não estava na residência no momento do crime.
A polícia apura ainda a informação de que a jovem teria prometido dinheiro e até um carro como pagamento pelo assassinato — versão que ela nega, apesar de admitir ser a mandante.
Os dois devem responder por homicídio qualificado, com agravantes como motivo fútil, emboscada, promessa de pagamento e o fato do crime ter sido cometido contra um familiar direto.
Um caso que causa revolta e levanta alerta sobre a violência dentro do próprio ambiente familiar.




