Cambira apresenta ao IBGE dados para tentar ampliar estimativa populacional

Cambira apresenta ao IBGE dados para tentar ampliar estimativa populacional

Município tem 10.182 habitantes na estimativa de 2026 e está a apenas sete moradores da faixa que pode elevar o coeficiente do FPM

A Prefeitura de Cambira entregou nesta quinta-feira (17), em Curitiba, um dossiê técnico ao IBGE com dados que, segundo a administração municipal, mostram que a população atendida pelos serviços públicos pode ser maior do que a apontada na estimativa oficial.

A prefeita Ana Lúcia de Oliveira e o secretário municipal de Fazenda, Guilherme Augusto Caldini, participaram da reunião com representantes do Instituto.

A estimativa divulgada pelo IBGE em agosto aponta 10.182 habitantes em Cambira. No ano anterior, eram 10.045 moradores, um crescimento de aproximadamente 1,36%.

O detalhe que chama a atenção é que Cambira está a apenas sete habitantes da faixa seguinte utilizada no cálculo do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Pela tabela do TCU, municípios com até 10.188 habitantes ficam no coeficiente 0,6. A partir de 10.189 habitantes, passam para o coeficiente 0,8.

Prefeitura reuniu dados de várias áreas

Para apresentar um retrato mais amplo do município, a Prefeitura reuniu informações de diferentes setores.

Na Saúde, o levantamento aponta mais de 13 mil cadastros ativos na Autarquia Municipal de Saúde e uma previsão de mais de 44 mil consultas realizadas em 2026.

Na Educação, são mais de 1.800 estudantes, considerando as redes municipal e estadual e a APAE.

O dossiê também reúne dados sobre novas ligações de energia, novas economias de água, expansão imobiliária e loteamentos aprovados, que juntos representam mais de 800 novos lotes.

A Prefeitura também apresentou informações sobre nascimentos registrados no município e um estudo sobre a divisa territorial entre Cambira e Jandaia do Sul, que, segundo a administração, merece uma análise cartográfica mais detalhada.

Possível impacto de milhões

A mudança do coeficiente de 0,6 para 0,8 representa um aumento nominal de 33,3% no fator utilizado para o enquadramento do FPM.

Segundo cálculos apresentados pela Prefeitura, caso os dados sejam reconhecidos e o município passe para a faixa de 0,8, o impacto potencial poderia chegar a aproximadamente R$ 500 mil a mais por mês, ou cerca de R$ 6 milhões por ano.

Esse valor, porém, é uma estimativa da administração municipal. O valor efetivamente recebido depende dos repasses da União e dos coeficientes definidos pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

O material agora será analisado tecnicamente pelo IBGE e pelos órgãos responsáveis.

O secretário de Fazenda, Guilherme Caldini, afirmou que o município está defendendo seus interesses com base em dados e que a diferença de apenas sete habitantes pode representar milhões em recursos.

A prefeita Ana Lúcia também destacou o crescimento de Cambira e disse que a administração aguarda a análise do IBGE seguindo os critérios técnicos estabelecidos.