

Caso que repercutiu no Paraná termina com cassação de vereador em Cambira
A Câmara Municipal de Cambira decidiu, na noite desta segunda-feira (3), cassar o mandato do vereador Carlinhos do Sete de Maio (PRD). A decisão foi tomada durante sessão plenária, após a conclusão do processo administrativo que investigou a agressão a um servidor público municipal durante o expediente.
A votação terminou com seis votos favoráveis à cassação e dois contrários. Votaram pela perda do mandato os vereadores Alisson Viscardi (Fininho), Felipe Zani, Luciana Magon, Márcia Viscardi, Marcos Rodrigo da Silva e Silvio Guirro. Já os vereadores Márcio da Cidbel e Paulo do matador votaram contra a cassação.

A sessão foi acompanhada por um grande público, que lotou o plenário da Câmara. O clima foi de forte expectativa, com manifestantes divididos entre apoiadores do vereador e defensores da cassação.
A Comissão Processante, formada pelos vereadores Felipe Augusto Sério Zani, Luciana Magon e Marcos Rodrigo da Silva, conduziu a investigação, garantindo ao parlamentar o direito ao contraditório e à ampla defesa.
O vereador Carlinhos abriu mão de fazer sua defesa e deixou o plenário, já que seu advogado não esteve presente.
A sessão precisou ser suspensa em dois momentos. Na primeira interrupção, os vereadores analisaram se o julgamento poderia prosseguir diante da ausência do acusado e de seu advogado. Após consulta à legislação e às normas do processo, foi decidido que a sessão teria continuidade. A segunda suspensão ocorreu após um pedido de vistas apresentado pelo vereador Márcio da Cidbel. O pedido foi analisado pelo plenário, mas não impediu a sequência da votação.
Com a retomada dos trabalhos, a Câmara concluiu o julgamento e aprovou a cassação do mandato por seis votos a dois.
O caso teve início em abril deste ano, quando o vereador foi acusado de agredir um servidor público no pátio do almoxarifado da Prefeitura de Cambira. A vítima registrou boletim de ocorrência, passou por exame de corpo de delito e o episódio ganhou ampla repercussão em veículos de comunicação de todo o Paraná.
Com a cassação confirmada, a Câmara Municipal deverá convocar o suplente para assumir a vaga, conforme prevê a legislação eleitoral.
A decisão encerra um dos processos político-administrativos de maior repercussão na história recente do Legislativo de Cambira e marca um momento significativo para a política do município.





