



Falso médico tenta aplicar golpe usando nome do Hospital da Providência em Apucarana
Nesta terça-feira (8), um morador de Apucarana denunciou uma tentativa de golpe envolvendo o nome do Hospital da Providência. O caso foi revelado pelo repórter Jonatam Battista, do Canal 38.
De acordo com a vítima, um homem se passou por médico da instituição e tentou cobrar R$ 4.100,00 por um exame supostamente urgente para sua esposa, que está internada na UTI pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O golpe começou com uma ligação telefônica e mensagens no WhatsApp. O falso médico alegava que a paciente estava em estado grave e precisava de um exame urgente para detectar uma bactéria no sangue. Na tentativa de dar credibilidade ao golpe, o criminoso enviou uma chave Pix, dados bancários e até a foto de um suposto médico.
“Foi um momento de desespero. Minha esposa está muito mal e quase conseguimos dinheiro emprestado para pagar. Mas, depois de verificar com o hospital, descobrimos que era um golpe”, relatou o denunciante, emocionado.
O que chama a atenção é que o golpista tinha acesso a informações detalhadas do estado de saúde da paciente, como exames e contatos, levantando suspeitas de que alguém de dentro do hospital possa estar envolvido. Outros familiares de pacientes internados também relataram terem recebido ligações parecidas, indicando que podem haver mais vítimas.
Ainda abalada, a vítima lamentou a situação. “Perdi minha filha recentemente em um acidente e agora minha esposa está entre a vida e a morte. E ainda tentam se aproveitar disso.”
Posicionamento do hospital
Em nota oficial, o Hospital da Providência confirmou que criminosos estão tentando se passar por médicos da instituição para aplicar golpes. A direção reforçou que:
“Nenhum médico do Hospital da Providência realiza cobranças por WhatsApp ou telefone. Os atendimentos pelo SUS são totalmente gratuitos. Em caso de dúvida, entre em contato com o hospital pelo telefone (43) 3420-1400.”
Alerta à população
O caso serve de alerta à população de Apucarana e região: hospitais públicos não cobram por telefone ou aplicativos de mensagem. Qualquer situação semelhante deve ser comunicada imediatamente às autoridades por meio de um boletim de ocorrência.




