

“Fogo, Intrigas e Ataques: Polícia Desvenda Suposto Plano Criminoso Contra Pedagoga em Novo Itacolomi”
Operação cumpriu dois mandados de busca e apreensão nesta terça-feira (25); investigação aponta possível participação de executor, auxiliar e uma mulher apontada como mandante
A Polícia Civil do Paraná (PCPR), por meio da 17ª Subdivisão Policial de Apucarana, cumpriu na manhã desta terça-feira (25) dois mandados de busca e apreensão em Novo Itacolomi, durante uma investigação que apura um incêndio criminoso e uma série de ações que teriam como alvo uma pedagoga de uma instituição de ensino do município.

O caso teve início em 17 de março de 2026, quando um veículo estacionado em frente à escola foi incendiado. Segundo a Polícia Civil, os responsáveis teriam utilizado gasolina e espuma para facilitar a propagação das chamas, provocando danos ao automóvel.
Durante as investigações, os policiais conseguiram identificar inicialmente o homem apontado como responsável pela execução direta do incêndio. A partir das diligências realizadas na residência desse investigado, a polícia avançou na apuração e identificou outro possível envolvido, que teria auxiliado na ação, inclusive fornecendo e conduzindo o veículo utilizado no deslocamento.
Investigação aponta possível mandante
As diligências também levaram os investigadores até uma mulher, moradora de Novo Itacolomi e esposa do diretor da instituição de ensino, que é apontada pela investigação como possível mandante das ações.
Segundo a Polícia Civil, outros episódios teriam ocorrido dentro de um contexto de perseguição contra uma pedagoga da escola.
Um mês após o incêndio, em 17 de abril, a mulher apontada como possível mandante teria entrado nas dependências da instituição e iniciado uma discussão com a profissional. O conflito teria evoluído para uma briga e luta corporal, provocando lesões na pedagoga. Esse episódio já era investigado separadamente pela Polícia Civil.
Mensagens falsas também são investigadas
Paralelamente à apuração do incêndio, os investigadores passaram a analisar uma série de mensagens encaminhadas para telefones ligados à escola, funcionários e pais de alunos.
Conforme a investigação, as mensagens teriam o objetivo de caluniar e difamar a pedagoga, fazendo acusações sem fundamento de envolvimento com tráfico de drogas e afirmando que haveria entorpecentes dentro da escola.
Ainda segundo a Polícia Civil, as mensagens também faziam referências a um suposto relacionamento extraconjugal da profissional e tentavam vinculá-la a outra investigação criminal envolvendo um professor da instituição, que havia sido investigado por tráfico de drogas.
A disseminação das informações teria causado impactos na comunidade escolar e, segundo a apuração, contribuído para a redução da frequência dos alunos.
Chip falso e pagamentos
De acordo com os investigadores, a mulher apontada como possível mandante teria determinado que o executor providenciasse um chip telefônico falso e uma conta utilizada para o envio das mensagens.
A investigação também aponta que ela teria participado do financiamento das ações e realizado pagamentos pela execução das condutas.
Com os mandados cumpridos nesta terça-feira, a Polícia Civil busca apreender novos elementos que possam confirmar a dinâmica dos crimes e definir exatamente a responsabilidade de cada envolvido.
Os materiais recolhidos serão analisados pelos investigadores.
Os envolvidos poderão responder, conforme a participação individual e o resultado das investigações, por crimes como perseguição, calúnia, difamação e dano qualificado, entre outros que eventualmente sejam identificados.
A Polícia Civil ressalta que a investigação continua em andamento e que novas diligências poderão ser realizadas, inclusive para verificar a eventual participação de outras pessoas.
Importante: os investigados são considerados suspeitos neste momento. A responsabilidade criminal de cada um deverá ser definida após o encerramento das investigações e o devido processo legal.





