

Jovem de Apucarana é preso no Paraguai por suspeita de participação em mega-assalto a bancos
Um jovem de 23 anos, natural de Apucarana, no Norte do Paraná, foi preso nesta quinta-feira (18) no Paraguai durante uma operação policial que investiga um dos maiores assaltos já registrados no país vizinho. Ele é suspeito de integrar a quadrilha responsável por atacar simultaneamente três bancos e uma casa de câmbio na cidade de Santa Rita.
A prisão ocorreu em uma residência localizada no bairro Loma III, em Minga Guazú, município situado a cerca de 30 quilômetros da fronteira com o Brasil. Além do brasileiro, as forças de segurança paraguaias detiveram um homem de 30 anos e uma mulher de 34 anos, ambos paraguaios.

Segundo as autoridades, o apucaranense possui antecedentes criminais por roubo agravado e tráfico de drogas. Já o outro homem preso era procurado por envolvimento em um caso de roubo seguido de morte, enquanto a mulher não possuía registros criminais.

Durante a ação, os policiais encontraram um arsenal e diversos equipamentos que, conforme as investigações, podem ter sido utilizados durante o assalto. Foram apreendidos cinco coletes balísticos reforçados com placas metálicas, uma espingarda calibre 12, munições, celulares, cartões bancários, dinheiro em espécie, luvas, toucas ninja e artefatos conhecidos como “miguelitos”, utilizados para furar pneus de viaturas e dificultar perseguições policiais.
O ataque que deu origem à investigação aconteceu na madrugada da última terça-feira (16), em Santa Rita, município localizado a aproximadamente 70 quilômetros da fronteira brasileira. De acordo com a polícia, mais de 20 criminosos fortemente armados participaram da ação, utilizando explosivos para invadir as instituições financeiras.
Durante o assalto, os criminosos renderam policiais e funcionários, roubaram armas de uma viatura e incendiaram veículos para bloquear os acessos à cidade, dificultando a chegada das forças de segurança.
A suspeita de participação de brasileiros surgiu após testemunhas relatarem que parte dos integrantes da quadrilha se comunicava em português durante a ação. Com isso, as autoridades passaram a investigar possíveis conexões do grupo com organizações criminosas atuantes no Brasil.

As investigações já haviam resultado em outras prisões na quarta-feira (17), quando dois paraguaios foram detidos na cidade de Emboscada, próxima a Assunção. Na ocasião, celulares e outros materiais considerados importantes para a investigação foram apreendidos e encaminhados ao Ministério Público para análise pericial.
As forças de segurança paraguaias seguem realizando diligências para localizar outros integrantes da quadrilha e recuperar o dinheiro levado das instituições financeiras. Até o momento, o valor total roubado não foi oficialmente divulgado, mas a estimativa é de um prejuízo milionário.





