

Página do Instagram “caloteiros de Apucarana” vira caso de polícia
Uma página no Instagram criada para expor supostos devedores em Apucarana acabou virando caso de polícia.
O perfil, chamado “Caloteiros de Apucarana”, já tem mais de 6 mil seguidores e vem publicando nomes e fotografias de pessoas apontadas como supostos devedores.

O problema é que algumas dessas pessoas afirmam que não possuem nenhuma dívida e que estão sendo expostas e difamadas na internet.
Até o momento, a Polícia Civil já registrou pelo menos dois boletins de ocorrência relacionados ao caso.
Segundo o delegado Marcus Felipe da Rocha Rodrigues, dependendo do conteúdo das publicações, os responsáveis pelo perfil podem responder criminalmente.
Entre os possíveis crimes estão injúria e difamação, mas a definição depende do que foi efetivamente publicado em cada caso.
E aqui fica uma orientação importante para quem eventualmente se sentir prejudicado.
A recomendação da Polícia Civil é guardar todas as provas.
Faça prints das publicações, do perfil, dos comentários e de qualquer conversa relacionada ao caso.
Além disso, a pessoa deve denunciar o conteúdo dentro da própria plataforma e procurar a delegacia para registrar um Boletim de Ocorrência.
Uma das pessoas que teve o nome e a fotografia divulgados pela página procurou a reportagem e afirmou que não possui nenhuma pendência financeira.
Segundo essa pessoa, ela já contratou um advogado e tomou as medidas legais contra a conta.
Ela também afirma que nunca foi procurada anteriormente para uma cobrança e que só tomou conhecimento da suposta dívida depois que sua imagem foi publicada na internet.
Então, atenção: uma cobrança ou uma acusação feita nas redes sociais pode gerar consequências para quem publica.
Se existe uma dívida, existem meios legais para fazer essa cobrança.
E se alguém se sentir injustamente exposto, também deve buscar seus direitos e preservar todas as provas.
Nós vamos continuar acompanhando esse caso e, havendo novas informações oficiais, vamos trazer aqui no Cambira Notícias.





