

Paraná: Idoso foi assassinado em plano envolvendo esposa, amante e filha
A Polícia Civil do Paraná esclareceu a investigação sobre a morte de José Teixeira da Silva, de 77 anos, encontrado baleado dentro de casa, em Bandeirantes, no Norte do Paraná.
Inicialmente, o caso era tratado como um possível latrocínio, que é o roubo seguido de morte. Porém, durante a investigação, a polícia concluiu que se tratava de um homicídio planejado.
A esposa da vítima, Valquíria Sandoval, o amante dela, Anderson Justino Estevão, e a filha do casal, Amanda Sandoval Teixeira da Silva, foram presos e tiveram a prisão convertida em preventiva.

Segundo a Polícia Civil, Valquíria teria planejado a morte do marido durante cerca de um mês e pedido ao amante que cometesse o crime.
No início, ela contou à polícia que dois homens haviam invadido a residência, matado José e levado o carro e dinheiro. Porém, durante a investigação, os policiais encontraram várias contradições nessa versão.
A polícia também analisou o celular da mulher e encontrou informações que, segundo os investigadores, apontam para o envolvimento dela no planejamento.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, Amanda, filha da vítima, também sabia que a mãe pretendia matar o pai. Em depoimento, ela disse que chegou a pedir para a mãe não cometer o crime, mas depois não denunciou o plano.
A motivação apresentada pela investigação estaria relacionada a conflitos familiares e, principalmente, à negativa de José em pagar um tratamento de saúde da filha, mesmo tendo condições financeiras, segundo os depoimentos.
A polícia afirma que, no dia do crime, Valquíria teria entregado a arma do próprio marido para Anderson. Ela teria saído da residência e, depois de ouvir o disparo, mandado uma mensagem para a filha dizendo apenas: “Aconteceu”.

Anderson, por outro lado, nega ter cometido o assassinato. Em depoimento, ele afirmou que Valquíria pediu apenas que ele escondesse a arma e levasse o carro. Segundo ele, não entrou na casa e não sabia que existia um plano para matar José.
O carro da vítima foi encontrado posteriormente abandonado em uma área de vegetação.
A investigação continua para esclarecer todos os detalhes e definir a responsabilidade de cada um.
A defesa dos três suspeitos contesta as chamadas confissões e afirma que elas teriam sido obtidas sob pressão psicológica, além de alegar que os investigados ficaram horas sem alimentação e água e que houve restrições ao contato com advogados.
Os três permanecem presos preventivamente e são considerados suspeitos. A responsabilidade criminal de cada um ainda será analisada pela Justiça, garantindo-se o direito à defesa e à presunção de inocência.





