

Polícia Civil conclui investigação e indicia morador de Cambira por falso tratamento contra leucemia
A Polícia Civil de Apucarana concluiu a investigação que apurava um suposto esquema de arrecadação de dinheiro baseado em um falso tratamento contra leucemia. O principal investigado é um morador de Cambira, que teria mobilizado campanhas beneficentes, vaquinhas virtuais, rifas e pedidos de ajuda financeira alegando estar em tratamento da doença.
De acordo com a investigação da 17ª Subdivisão Policial, o homem afirmava realizar tratamento em diversas instituições de saúde do Paraná e também no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. No entanto, todos os hospitais consultados informaram que ele nunca foi paciente nem recebeu atendimento relacionado à doença.

As apurações também identificaram a utilização de um número de WhatsApp atribuído falsamente a um suposto médico, usado para reforçar a narrativa e incentivar novas doações.
Segundo a Polícia Civil, parte dos recursos arrecadados teria sido utilizada em viagens e atividades de lazer. Embora não tenha sido possível determinar o valor total obtido, os investigadores reuniram elementos suficientes para indiciar o suspeito pelo crime de estelionato.
A corporação orienta que pessoas que realizaram doações procurem a delegacia mais próxima ou a 17ª SDP de Apucarana para registrar ocorrência e colaborar com as investigações.
O caso ganhou repercussão regional após denúncias feitas por moradores, que levantaram dúvidas sobre a veracidade da doença e das campanhas de arrecadação. A defesa do investigado não foi localizada, mas a informação é de que ele nega as acusações.





