Preso que gozava do benefício da “saidinha” matou avó e neta em Jataizinho, no Paraná

Preso que gozava do benefício da “saidinha” matou avó e neta em Jataizinho, no Paraná

A Secretaria de Segurança Pública do Paraná (Sesp-PR) confirmou nesta quinta-feira (8) a identificação do autor do duplo homicídio que vitimou Marley Gomes de Almeida, de 53 anos, e sua neta, Ana Carolina Almeida Anacleto, de 11, em Jataizinho, no norte do estado. O crime, que ganhou repercussão nacional, foi cometido por um homem de 24 anos, que confessou a autoria.

As vítimas foram encontradas mortas dentro de casa no dia 22 de março. Segundo a Polícia Civil, um pedido de desculpas escrito com sangue foi deixado na parede do quarto onde os corpos foram encontrados.

O nome do suspeito não foi divulgado. De acordo com a Sesp-PR, ele apresentou uma confissão com “detalhes totalmente compatíveis com os laudos periciais”. Inicialmente, ele havia negado envolvimento no crime durante depoimento. Um pedido de prisão preventiva foi protocolado na quarta-feira (7).

O autor confesso já está preso por tráfico de drogas e, no momento do crime, estava em liberdade temporária.

Antes da confissão, outro homem chegou a ser preso como suspeito de envolvimento e permanece detido. A polícia ainda não esclareceu se ele continuará preso ou se há alguma conexão entre os dois suspeitos.

Opinião 

O assassinato brutal de uma avó e sua neta em Jataizinho reacende o debate sobre o benefício da saída temporária de presos, conhecida como “saidinha”. O autor confesso do crime, um homem de 24 anos, estava justamente em liberdade temporária quando cometeu o duplo homicídio.

Casos como esse evidenciam falhas graves no sistema de progressão penal, que muitas vezes coloca em risco a segurança da população ao liberar temporariamente detentos sem critérios rigorosos de avaliação de risco.

Embora a “saidinha” tenha como objetivo a ressocialização, a falta de fiscalização efetiva e o histórico criminal dos beneficiários precisam ser levados mais a sério. O direito de retorno à sociedade não pode se sobrepor ao direito à vida de pessoas inocentes. É preciso rever com urgência os critérios para concessão desse benefício e reforçar o controle sobre quem o recebe. Segurança pública deve ser prioridade.