Filha de homem torturado e morto em Apucarana pede justiça e cobra respostas

Filha de homem torturado e morto em Apucarana pede justiça e cobra respostas

A família de Valdecir de Souza Peres, de 57 anos, encontrado morto com sinais de tortura e parcialmente carbonizado em uma área rural de Apucarana, está vivendo dias de dor e revolta. Em entrevista ao portal TNOnline, a filha da vítima, Vanessa Ribeiro de Souza Bovo, fez um apelo emocionado por justiça e pediu que os responsáveis pelo crime sejam identificados e punidos.

Segundo ela, a família não consegue entender o que teria motivado tamanha violência. Vanessa descreveu o pai como um homem trabalhador, que enfrentava problemas com a dependência química e o alcoolismo, mas que jamais foi uma pessoa violenta.

“Ele era uma pessoa do bem, não fazia mal a ninguém. Queremos respostas para saber o que motivou tanta crueldade”, desabafou.

O corpo de Valdecir foi encontrado às margens de uma estrada vicinal próxima ao Jardim Belvedere, em Apucarana. O laudo do Instituto Médico Legal revelou detalhes chocantes: a vítima foi submetida a tortura, teve as orelhas arrancadas, a perna esquerda decepada e apresentava diversos ferimentos provocados por arma branca. A perícia também confirmou que o corpo foi incendiado após a morte.

De acordo com o delegado André Garcia, a principal linha de investigação aponta que o assassinato aconteceu em outro local e que o corpo foi levado até a estrada rural para a desova e tentativa de ocultação do cadáver.

Até o momento, a perna amputada de Valdecir ainda não foi localizada.

Informações e imagens: tnonline

A família informou que o último contato com a vítima ocorreu no sábado, dia 27 de junho. Uma das filhas havia conseguido uma vaga para que ele se internasse em um projeto de recuperação de dependentes químicos, mas ele recusou a proposta, dizendo que queria mudar de vida por conta própria.

Segundo Vanessa, o pai pretendia parar de beber, voltar a trabalhar e juntar dinheiro para retornar ao estado de São Paulo.

A última movimentação registrada foi uma compra realizada com cartão bancário em um estabelecimento comercial no fim da tarde daquele sábado. Depois disso, ele desapareceu.

A filha afirmou ainda que, apesar do uso de álcool e drogas, a família não tinha conhecimento de ameaças, desavenças ou qualquer situação que pudesse explicar um crime tão brutal.

A Polícia Civil segue investigando o caso para identificar a autoria e a motivação do homicídio.

Enquanto isso, a família pede apenas uma coisa: justiça.

“Que a polícia encontre o responsável ou os responsáveis por essa barbaridade e descubra o que motivou tamanha crueldade”, concluiu a filha.