



Bolsonaro é preso preventivamente por ordem do STF
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi preso preventivamente na manhã deste sábado (22) em Brasília, após determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). A prisão foi solicitada pela Polícia Federal, que apontou risco à ordem pública em razão de uma vigília convocada em frente ao condomínio onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar — segundo informações, o pedido partiu do senador Flávio Bolsonaro.
A detenção ocorreu por volta das 6h, de forma tranquila, segundo fontes ligadas à operação — o ex-presidente não resistiu. Sua esposa, Michelle Bolsonaro, não estava na residência no momento da abordagem. Pouco depois, um comboio levou Bolsonaro à sede da Polícia Federal em Brasília. Ele ficará em uma sala especial reservada para autoridades e foi submetido ao exame de corpo de delito no próprio prédio, para evitar exposição pública.

A PF confirmou que cumpriu um mandado preventivo emitido pelo STF. Já a defesa informou que não foi oficialmente notificada até a manhã deste sábado.
Bolsonaro estava em prisão domiciliar desde agosto por descumprimento de medidas cautelares. Na véspera da prisão, seus advogados haviam pedido ao Supremo a substituição do regime por uma prisão domiciliar humanitária, argumentando um quadro clínico delicado.
Importante destacar que essa prisão não está relacionada à condenação de 27 anos e 3 meses que o ex-presidente recebeu por tentativa de golpe — pena que ainda aguarda o desfecho da fase recursal. A defesa afirma que vai recorrer de todas as decisões.
OPINIÃO:
“A prisão preventiva de Jair Bolsonaro neste sábado levanta mais dúvidas do que respostas. A decisão do STF, tomada com base em uma vigília convocada por aliados, soa desproporcional e reforça a sensação de que o processo contra o ex-presidente ultrapassa limites jurídicos e invade o terreno político.
Mesmo já cumprindo prisão domiciliar, Bolsonaro foi novamente alvo de uma medida extrema antes mesmo do fim da fase recursal em outros processos. Para muitos, o episódio revela um clima de tensão institucional e um uso cada vez mais questionado do poder judicial no país.”





