Regional de Saúde de Apucarana confirma 19ª morte por Síndrome Respiratória Aguda Grave

Regional de Saúde de Apucarana confirma 19ª morte por Síndrome Respiratória Aguda Grave

A 16ª Regional de Saúde de Apucarana confirmou, nesta quinta-feira (12), mais um óbito em decorrência da Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag). A vítima é um homem de 54 anos, com histórico de cardiopatia, que faleceu na última segunda-feira (9). Com esse caso, sobe para 19 o número de mortes por Srag registradas na regional em 2024.

Segundo o boletim epidemiológico mais recente, 218 casos da doença foram confirmados até o momento na região.

As informações foram divulgadas pelo diretor da 16ª Regional, Lucas Leugi, por meio das redes sociais. Ele também atualizou os dados de ocupação hospitalar: no Hospital Materno Infantil de Apucarana, a taxa de ocupação de leitos clínicos pediátricos subiu de 20% para 25% em apenas três dias. Já na UTI pediátrica, a ocupação aumentou de 20% para 30%.

Leugi alertou ainda para o baixo índice de vacinação contra a gripe na região — apenas 45% do público-alvo foi imunizado até agora, percentual considerado abaixo do ideal para conter a circulação de vírus respiratórios.

O que é a Srag?

A Síndrome Respiratória Aguda Grave é uma condição caracterizada por sintomas intensos de infecção respiratória, como febre, tosse, dificuldade para respirar e baixa oxigenação do sangue. Pode ser causada por diversos agentes, incluindo vírus como influenza (gripe), SARS-CoV-2 (Covid-19), vírus sincicial respiratório (VSR), entre outros. Em pacientes com comorbidades ou imunidade comprometida, a Srag pode evoluir rapidamente e levar à morte.

Como se prevenir?

As principais formas de prevenção da Srag incluem:

  • Vacinação contra a gripe e Covid-19, conforme o calendário oficial;

  • Higienização frequente das mãos, com água e sabão ou álcool em gel;

  • Uso de máscara em ambientes com grande aglomeração ou se estiver com sintomas respiratórios;

  • Cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar, preferencialmente com o antebraço;

  • Evitar contato com pessoas doentes e manter ambientes bem ventilados.

A regional reforça a importância da vacinação e da adoção de medidas preventivas, principalmente durante o outono e inverno, quando há aumento na circulação de vírus respiratórios.