



Rio Bom: Comerciante é acusado de passar cartão bolsa família de idoso sem autorização. O acusado nega
Família afirma que valores foram debitados sem autorização; comerciante nega irregularidades e diz que cobranças eram referentes a dívidas antigas
Uma denúncia envolvendo supostos descontos indevidos em benefício social de um idoso foi registrada no município de Rio Bom, no Vale do Ivaí. O caso veio à tona após a filha do aposentado procurar a polícia para relatar movimentações consideradas suspeitas no cartão utilizado pelo pai.
Segundo a denúncia encaminhada à reportagem, o idoso teria ido até a “Mercearia do Gilbertinho”, localizada no conjunto Populares, para comprar linguiça. Conforme relato da família, durante a compra o cartão do Bolsa Família teria sido passado diversas vezes na máquina do estabelecimento, sendo informado ao cliente que não havia saldo disponível.

Após retornar para casa, a filha do aposentado desconfiou da situação e decidiu procurar atendimento na agência da Caixa Econômica Federal, em Apucarana. De acordo com ela, através do extrato bancário foi constatado que valores haviam sido debitados da conta do idoso, somando aproximadamente R$ 432,00.
Ainda conforme a denunciante, ela tentou conversar com o proprietário do comércio para esclarecer o ocorrido e buscar um acordo amigável. O caso também teria sido levado ao conhecimento de um vereador do município, filho do comerciante. Porém, alegando ter sido tratada com descaso, a mulher decidiu registrar boletim de ocorrência na Delegacia de Polícia Civil de Marilândia do Sul.
A reportagem entrou em contato com Gilberto, conhecido popularmente como “Gilbertinho”, proprietário da mercearia, que negou de forma categórica qualquer prática irregular ou retirada indevida de dinheiro do benefício do idoso.
Segundo o comerciante, ele conhece o aposentado há muitos anos e já teria ajudado o homem em diversas situações. Gilberto afirmou ainda que, em certa ocasião, chegou a comprar uma televisão avaliada em aproximadamente R$ 1.200 para auxiliar o cliente, permitindo que o pagamento fosse realizado de forma parcelada.
O comerciante declarou também que o idoso costuma realizar compras frequentes no estabelecimento e que existem débitos antigos relacionados à família. Conforme sua versão, os valores debitados no cartão seriam referentes justamente ao pagamento dessas dívidas acumuladas ao longo do tempo.
Gilbertinho acrescentou ainda que, em algumas ocasiões, o cliente comparece ao comércio sob efeito de bebida alcoólica e posteriormente acabaria esquecendo das compras realizadas.
Após tomar conhecimento da versão apresentada pelo comerciante, a filha do denunciante contestou as declarações. “A versão contada pelo comerciante é inverídica, inclusive sobre a televisão. Na Justiça vamos esclarecer isso”, afirmou.
Com o registro formal da denúncia, uma audiência foi marcada no fórum, e o caso deverá ser analisado pelo Poder Judiciário.




